junho 01, 2004

Farsa?

Cada trabalhador independente apenas entregou ao Estado 49 Euros de IRS por mês ao longo do ano passado, um valor que contrasta significativamente com os 140 Euros por mês entregues a título de imposto por cada trabalhador dependente, em termos médios.

Será esta uma das farsas a que se referia José Mourinho recentemente?

Publicado por vmar em junho 1, 2004 12:22 PM
Comentários

A culpa, em parte, é nossa... Quantos de nós pedimos facturas das consultas a estes profissionais. E quantos de nós aceitamos dois orçamentos (com ou sem factura...)?

Então!...


Um abraço,
Francisco Nunes

Afixado por: Planície Heróica em junho 1, 2004 03:59 PM

Tem razão o Francisco eu contra mim falo, nós não encaramos devidamente o problema e ainda facilitamos a vida daqueles a quem nós dispensamos a passagem do justificativo, pensando nós que estamos a ter algum beneficio quando afinal esses mesmos indivíduos que não nos passam o documento não os dispensam para a sua conta pois normalmente apresentam todas as despesas que lhes são permitidas para poderem fazer o abatimento, daí a razão porque nem chegam a contribuir em média com 50 euros mensais, porque por um lado existe uma quantidade de gente a quem eles prestam serviços que lhes dispensam a emissão dos justificativos e em contrapartida eles documentam a sua conta com todos os documentos inclusivé com alguns que até são forjados como é o caso das despesas de restauração em que muita pouca gente pede o justificativo e que permite aos clientes conhecidos serem fornecidos e justificativos em branco para serem preenchidos pelos interessados.

Afixado por: congeminações em junho 1, 2004 05:46 PM

Francisco e Raul, vocês têm razão. Mas problema precisa de ser melhor estudado. Actualmente ninguém vai pagar 119.00 Euros por um serviço quando lhe dão a oportunidade de pagar simplesmente 100.00 Euros. Poucos são os idealistas que estão dispostos a pagar os 19.00 Euros a mais. Tudo isto porque sabem que a grande maioria opta pela situação mais económica. A receita para o Estado é uma hipotética miragem (não esquecer que aquele dinheiro poderá nunca entrar nos cofres do Estado) enquanto a poupança real está ali bem à vista. A solução, penso eu, está em arranjar esquemas penalizantes para os infractores (comprador e vendedor) e muito importante benefícios para os cumpridores (não os ridículos 50 Euros anuais em vigor para um reduzido leque de casos).
Enquanto não forem arranjadas soluções realistas que estimulem (e penalizem) as actividades económicas descritas bem podemos continuar a dizer que o crime compensa.

Afixado por: vmar em junho 1, 2004 07:49 PM